Jefferson Marques
Sócio fundador · Estratégia de aquisição
Eu não vim do marketing. Comecei de CLT numa empresa de contabilidade. De lá fui para o Exército Brasileiro, onde servi 8 anos como Oficial de Cavalaria. No meio do caminho me formei em Recursos Humanos e concluí uma pós-graduação em Economia e Gerenciamento de Risco Financeiro. Quando saí, virei concurseiro, estudando para as carreiras federais. Marketing não passava nem perto do que eu imaginava para mim.
Aí eu conheci o mercado de anúncio e não teve volta. Trabalhei para várias agências e cheguei a cuidar do tráfego de mais de 60 clientes ao mesmo tempo. Clínica, ótica, concessionária de seminovos, loja de móveis, vidraçaria, hamburgueria, delivery, comércio de bairro. Cada um com um ticket, um ciclo de venda e uma dor completamente diferente.
E foi vendo tanta empresa por dentro que eu percebi o que mais me incomodava. Era ver as agências onde eu trabalhei, todas diferentes por fora e exatamente iguais por dentro.
Prometiam resultado dentro do contrato. Prometiam triplicar o faturamento em poucos meses. Promessas redondas, bonitas e impossíveis de cumprir. Só que cumprir nunca foi o objetivo dos donos dessas agências. O que eles queriam era colocar mais uma empresa para dentro, e depois mais uma. E usar a imagem dessas empresas, com corte de reunião fora de contexto, para atrair o cliente seguinte.
Vender a qualquer custo. Empurrar o mesmo pacote fechado, e mais caro, para todo mundo. E quando o resultado não aparecia, inventavam uma desculpa nova para esticar mais um mês. Depois mais um. Até o cliente cansar e pedir para sair, muitas vezes pagando multa para se livrar do contrato.
Ninguém ali estava construindo relacionamento. Ninguém estava olhando para a venda do cliente. Estavam olhando só para o próprio dinheiro, atrás de quantidade e nunca de qualidade.
Eu não quis mais fazer parte disso. Foi assim que nasceu a Limark.
E tem uma coisa que eu conto com orgulho, e ela vale mais do que qualquer print de campanha. A maioria dos clientes que fecharam comigo desde o começo da minha carreira em marketing continua comigo até hoje. Nenhum deles ficou preso por fidelidade. Ficaram pelo relacionamento e pela única métrica que colocamos acima de todas as outras, que é a venda.

















